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17 março, 2009

Lula vai mexer na poupança

Em Nova York o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai analisar a possibilidade de fazer mudanças no cálculo do rendimento da caderneta de poupança depois de se reunir com os técnicos da área econômica. LEIA MAIS
Segundo economistas, o governo teria constatado a migração de dinheiro dos fundos de investimento (FIFs) para a poupança. A mudança ocorreu depois do corte da taxa básica de juros básico (SELIC) na semana passada.
Hoje a caderneta paga TR (reduzida) mais 6% ao ano, e tem a vantagem de não pagar imposto de renda e tem garantia total até R$ 60 mil. O governo estuda eliminar a TR, o que causaria uma significativa redução na rentabilidade.
Na verdade o que o governo quer é evitar que o brasileiro guarde o "pouco" dinheiro que lhe sobre ao final do mês, e assim, incentivar o consumo. O presidente já viu que não conseguir fazer o PIB do país crescer se não "tirar" dinheiro do bolso do cidadão. Entretanto o governo esquecer que a grande "massa" do investidores na poupança são a classe média, justo aquela que move esse país, e que necessita de um investimento seguro e rentável para promover o seu desenvolvimento econômico.
Aqui vai uma sugestão para o presidente: porque o senhor não vincula o rendimento da poupança com a taxa básica de juros (SELIC), assim quando o senhor precisar baixar alguma rentabilidade, faz ao mesmo tempo o do investimento do rico e do pobre, isso é justiça social, é, usando um de seus ditados populares, matar dois coelhos com um cajadada só.

10 março, 2009

Pior que o esperado

O jornalista e comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg, analisa em seu blog o resultado do PIB 2008

O resumo de todos esses números do PIB do quarto trimestres de 2008 é simples: foi pior, até bem pior do que o esperado. Caíram forte dois fatores de expansão dos últimos meses, os investimentos e o consumo das famílias. A conclusão: a economia brasileira está produzindo abaixo da sua capacidade, de modo que o Banco Central tem todas as condições técnicas (pode-se dizer, tem a obrigação) de reduzir os juros numa dose igualmente forte, na reunião de amanhã, quarta.
Se boa parte dos mais respeitados analistas, como Afonso Celso Pastiore, convergia para uma queda de 1,5 ponto na taxa básica de juros (dos atuais 12,75% ao ano para 11,5%) é provável que as apostas aumentem para os dois pontos - já que a economia certamente entrou 2009 com uma base muito baixa. E ao longo do ano, ficou mais provável que a taxa caia abaixo dos 10%.